Mostrando resultados de: Desenvolvimento Limpar Busca

  • 11
    abr
    Sobre a Alanis não ir para creche (Post desabafo)

    Ultimamente tenho sido bombardeada com criticas e “conselhos” sobre a ida tardia da Alanis à creche. Bom vou compartilhar com vocês um pouco da ideia que eu tenho a respeito da criação da Alanis. Quando ela nasceu eu resolvi ser mãe em tempo integral, sou da opinião de que os filhos devem ficar com os pais o máximo de tempo possível e que esse tempo deve ser da melhor qualidade.

    O ser humano é completamente adaptável ao meio em que vive, por isso quando os pais não podem ficar com a criança o dia todo, ela deve ficar com outra pessoa ou mesmo ir para a creche e isso não necessariamente será um problema, mas felizmente posso ficar com a minha filha e nesse post vou citar os motivos que me levam a não levar a Alanis para a escolinha.

    Lembrando que mesmo a Alanis não indo ainda para escolinha ela é estimulada a fazer atividades que exercite a mente, como desenhos, quebra-cabeças, videos com ABC ( no qual ela já domina em português e em inglês), números, etc..

    1. Crianças que frequentam a creche estão mais suscetíveis a pegar as temíveis viroses. Sempre que falo isso os “crechistas” ferrenhos me vem com o seguinte argumento “ah mas ela precisa criar anti-corpos”, precisa é claro!! Mas para isso eu levo ela á praia, parquinho, shopping, deixo brincar na rua, na areia, e levo comigo o lema “se sujar far bem”.
    2. Na creche por mais que as cuidadoras tenham atenção as crianças sempre ocorre um acidente ou outro. Em casa somos 1 pra 1, e minha atenção é toda voltada para ela.
    3. Posso ver todo os novos passos da minha filha, acompanhar todo o desenvolvimento dela, sem brechas, quer coisa melhor?
    4. A Alanis tem carinho e tempo integral, segurança emocional, sabe que pode contar com a mamãe e o papai sempre que precisar.
    Segundo Steve Biddulph, um dos autores mais bem-sucedidos da psicologia infantil, “nos primeiros anos de vida as crianças só precisam do amor dos pais. Quando somos amados, nossas emoções são apaziguadas. Há muita risada, música e cantoria.Ele afirma em entrevista pra revista Época que em vez de sair para trabalhar, pais e mães deveriam ficar em casa com seus filhos até eles completarem 3 anos. O motivo é a inadequação das creches modernas às necessidades das crianças dessa idade, que, segundo Biddulph, precisam muito mais de amor e carinho do que de brincadeiras desestruturadas e sem objetivo com gente estranha.” Fonte: http://www.boobambu.com.br/site/artigos.asp?texto=true&id=3

    Acho a creche importante, mas quando é realmente necessário, se você puder ficar com seu filho, fique.

    Ano que vem quando a Alanis fizer 4 anos, nós vamos fazer a adaptação dela na escolinha mas tudo com muita calma e paciencia e tenho em mente também que ser for muito dificil para ela, vamos para e tentar em outro momento. Quero criar uma pessoa emocionalmente segura.

    Esse foi um post desabafo, mas acredito que muitas mães devem estar passando por essa mesma questão. Lembre-se sentimento de mãe é lei!!

     

     

  • 09
    mar
    A crise dos dois anos (que se estendeu até os 3)

    Andei meio sumida do blog por causa do aniversário da Alanis que foi neste domingo.

    O post de hoje é um desabafo com dicas de como lidar com as birras, aliás de como eu estou conseguindo lidar.

    De duas semanas pra cá a Alanis tem passado por crises de birras surreais. De um jeito que nunca tinha acontecido antes, talvez pelo fato de ela, no fim de janeiro, ter pego uma gripe fortíssima que se estendeu por quase um mês, indo e voltando, fazendo com que ela ficasse mais dentro de casa. As birras vinham depois que contrariávamos ela por algum motivo, hora era na troca de fraldas, hora era pra dormir, até brincando se fazíamos algum movimento “errado” ela surtava.

    Li bastante a respeito e como ela já tem 3 aninhos resolvi aplicar o castigo da Super Nanny (eu sempre fui contra esses castigos, não vejo como uma criança forçada a se sentar em um canto irá pensar no que fez de errado, mas na hora do desespero vale tudo). Sempre dizia pra Alanis “vou contar até 3 se você não parar de gritar vai pro castigo” e isso já bastava pra dar fim ao chororo, gritos e forças para vomitar. Mas essa solução durou 1 semana. Logo ela começou a forçar mais a barra e ver qual era o próximo limite. Então comecei a por realmente no castigo, na primeira vez funcionou, e na segunda o berreiro só aumentou. Então busquei apoio em um grupo de mães e revi minhas ideias. Uma das meninas me passou um link do blog Cientista que virou mãe, e eu percebi que em algum momento perdi a essência  do modo tranquilo da educação. Talvez pelo estresse dos preparativos do aniversário, eu fico nervosa e por consequência ela também.

    Eu sempre tratei a Alanis com apego, sempre que ela chora eu tento entender o porquê e resolver o problemas, evito comprar briga por motivos bobos, acho desnecessário negar o pedido da criança só por questão de orgulho ” não vou dar porque ela vai achar que pode fazer o que quer”,ouço de várias pessoas que quando ela crescer vai querer uma coisa e espernear até ganhar, mas isso é uma questão de educar, pode pode, não pode não pode e deu. Um exemplo, esta semana na casa do meu pai, na hora do almoço, a Alanis queria brincar com a tigela de arroz, pediu pra por uma colher no prato dela, até ai tudo bem, mas logo virou bagunça e o objetivo dela passou a ser colocar todo o arroz da tigela no prato, tirei ela da mesa e o berreiro começou, expliquei que não podia estragar o arroz da vovó e começamos a chamar a atenção dela pra outras coisas e logo passou. Tenho o seguinte pensamento comigo, se vai fazer mau a ela ou a outra pessoa a resposta é “não”.

    Deixar a criança chorar até cansar não é solução pra nada. A criança vai ficar frustada e passar a não confiar nos pais. Por mais que com 3 anos a criança já saiba falar e comunicar o que quer, não sabe lidar com certos sentimentos. Para uma criança o mundo é dela. Tudo gira em torno dela  e ela só vai ver que isso não é verdade crescendo.

    Desde que voltei a ouvir os motivos das birras a quantidade foi diminuindo e já tem alguns dias que a Alanis voltou a ser uma menina calma. Claro que um chorinho ou outro sempre tem, mas nada parecido com as crises de raiva que ela vinha tendo.

    Esse é o modo que tem funcionado aqui em casa. Espero que possa ajudar outras mães também!!

     

  • 05
    nov
    Brinquedos de meninas X Brinquedos de meninos

    Essa semana aconteceu uma discussão entre família no almoço de domingo sobre o tema “Meninas podem brincar com brinquedos de menino e vice-versa?”. O assunto surgiu depois de uma indagação do meu pai a respeito de alguns brinquedos da Alanis, ele disse:”uma hora vocês dão carrinhos pra ela, outra levam pra brincar de bola e tem horas que estão soltando pipa” riu ele, E isso realmente acontece aqui em casa em meio a Little Pony, bonecas, massinhas e Peppas você encontra carrinhos, bolas e pipa aqui em casa. Então no almoço de domingo com quase toda a família reunida resolvemos debater o assunto. O meu ponto de vista é um só, não vejo problema algum meninas brincarem de carrinho assim como meninos brincarem de boneca, aliás acho que essa ideia de meninos brincarem de carrinho e meninas de boneca vem de uma sociedade machista que impõe que mulheres tem que cuidar da casa e dos filhos e homens tem que sair para trabalhar e dirigir seus carros super poderosos.  A opinião do restante da família foi que não viam problemas em a Alanis brincar de carrinho mas se fosse um menino achariam estranho ele brincar de boneca! OI??

    Brinquedos são brinquedos independente do gênero, a Alanis mistura tudo numa perfeição absurda, vira e mexe está a Minnie andando de caminhão pela casa. E e fosse um menino seria da mesma forma. Eu penso em ter quatro filhos e se o próximo vier um menino? Ele vai conviver com as bonecas da irmã, deverei eu tirar um boneca da sua mão caso ele queira brincar de casinha?? Não né!!  Crianças tem que brincar, os adultos mais felizes que eu conheço descrevem sua infância como “corri muito na rua, joguei bola, me sujei” e por ai vai, muitos desses adultos são mulheres lindas. Assim como os brinquedos, os desenhos também estão no alvo de discussão, minha filha gosta tando de LalaLoopsy quanto de Chuck e amigos. Claro que tem toda uma questão hormonal por traz, meninas já vem programadas hormonalmente falando para gostar de coisas mais delicadas e meninos de brinquedos mais robustos. Meninas ficam atentas a detalhes, os carrinhos da Alanis tem olhos e ela só gosta de carrinhos com carinha.

    Vamos por outro lado também, digamos que quando maiorzinhos a preferencia do adolescente seja diferente do que a sociedade impõe? São nossos filhos! Temos que conforta-los sempre, independente se gays, lésbicas, o importante é ter caráter! Você prefere um filho gay ou traficante??

    Bom mais isso é assunto para debatermos daqui a uns 10 anos quando a Alanis estiver na adolescência.

    Enquanto isso continuamos felizes com a mistura de brinquedos aqui em casa.

    E vocês o que pensam e como agem quando o assunto é o gênero dos brinquedos? Mande um feedback.

tags
Copyright 2017 - todos os direitos reservados a mamãe mimi