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  • 09
    mar
    A crise dos dois anos (que se estendeu até os 3)

    Andei meio sumida do blog por causa do aniversário da Alanis que foi neste domingo.

    O post de hoje é um desabafo com dicas de como lidar com as birras, aliás de como eu estou conseguindo lidar.

    De duas semanas pra cá a Alanis tem passado por crises de birras surreais. De um jeito que nunca tinha acontecido antes, talvez pelo fato de ela, no fim de janeiro, ter pego uma gripe fortíssima que se estendeu por quase um mês, indo e voltando, fazendo com que ela ficasse mais dentro de casa. As birras vinham depois que contrariávamos ela por algum motivo, hora era na troca de fraldas, hora era pra dormir, até brincando se fazíamos algum movimento “errado” ela surtava.

    Li bastante a respeito e como ela já tem 3 aninhos resolvi aplicar o castigo da Super Nanny (eu sempre fui contra esses castigos, não vejo como uma criança forçada a se sentar em um canto irá pensar no que fez de errado, mas na hora do desespero vale tudo). Sempre dizia pra Alanis “vou contar até 3 se você não parar de gritar vai pro castigo” e isso já bastava pra dar fim ao chororo, gritos e forças para vomitar. Mas essa solução durou 1 semana. Logo ela começou a forçar mais a barra e ver qual era o próximo limite. Então comecei a por realmente no castigo, na primeira vez funcionou, e na segunda o berreiro só aumentou. Então busquei apoio em um grupo de mães e revi minhas ideias. Uma das meninas me passou um link do blog Cientista que virou mãe, e eu percebi que em algum momento perdi a essência  do modo tranquilo da educação. Talvez pelo estresse dos preparativos do aniversário, eu fico nervosa e por consequência ela também.

    Eu sempre tratei a Alanis com apego, sempre que ela chora eu tento entender o porquê e resolver o problemas, evito comprar briga por motivos bobos, acho desnecessário negar o pedido da criança só por questão de orgulho ” não vou dar porque ela vai achar que pode fazer o que quer”,ouço de várias pessoas que quando ela crescer vai querer uma coisa e espernear até ganhar, mas isso é uma questão de educar, pode pode, não pode não pode e deu. Um exemplo, esta semana na casa do meu pai, na hora do almoço, a Alanis queria brincar com a tigela de arroz, pediu pra por uma colher no prato dela, até ai tudo bem, mas logo virou bagunça e o objetivo dela passou a ser colocar todo o arroz da tigela no prato, tirei ela da mesa e o berreiro começou, expliquei que não podia estragar o arroz da vovó e começamos a chamar a atenção dela pra outras coisas e logo passou. Tenho o seguinte pensamento comigo, se vai fazer mau a ela ou a outra pessoa a resposta é “não”.

    Deixar a criança chorar até cansar não é solução pra nada. A criança vai ficar frustada e passar a não confiar nos pais. Por mais que com 3 anos a criança já saiba falar e comunicar o que quer, não sabe lidar com certos sentimentos. Para uma criança o mundo é dela. Tudo gira em torno dela  e ela só vai ver que isso não é verdade crescendo.

    Desde que voltei a ouvir os motivos das birras a quantidade foi diminuindo e já tem alguns dias que a Alanis voltou a ser uma menina calma. Claro que um chorinho ou outro sempre tem, mas nada parecido com as crises de raiva que ela vinha tendo.

    Esse é o modo que tem funcionado aqui em casa. Espero que possa ajudar outras mães também!!

     

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